domingo, 25 de janeiro de 2009

Rio Pitimbu: à espera da preservação

Rio Pitimbu está prestes a ter sua área de preservação demarcada

Por: Wagner Lopes - Repórter

Para alguns, um paraíso. Para outros, uma vergonha. Uns consideram um patrimônio, outros um empecilho. Para centenas é local de lazer. Sete mil o têm como fonte direta de abastecimento e renda. Mais de 200 mil têm nele sua fonte indireta de água para beber. Esse é o rio Pitimbu, curso d’água que percorre 32 km serpenteando entre os municípios de Macaíba, Parnamirim e Natal e que hoje é motivo de preocupação de ambientalistas e do poder público.
O rio, que após anos de expectativa deve finalmente ganhar uma estrutura demarcando a área de proteção a sua volta, serve hoje como uma das principais fontes de abastecimento da lagoa do Jiqui, onde desagua e de onde são retirados cerca de 30% da água consumida na capital. Ao mesmo tempo, seu leito é ponto de diversão para muitos moradores das três cidades, porém funciona também como local de despejo de lixo e dejetos, sem contar outras agressões que sofre, como o desmatamento e a ocupação irregular das margens.

Demarcação deve começar em março

O Rio Grande do Norte conta com 16 bacias hidrográficas, das quais 14 deverão ter comitês gestores. Porém, de todas essas atualmente apenas a bacia do Pitimbu conta com esse órgão. “Foi o primeiro rio a ter um comitê, criado em 2005, e já conta inclusive com um plano de gestão elaborado. Uma das decisões do órgão a ser adotada este ano é a demarcação, com estacas, da área de preservação entorno de seu leito”, explica o diretor geral do Instituito de Gestão de Águas do RN (Igarn), Celso Veiga.
A licitação para a obra de colocação das estacas foi concluída e o diretor espera assinar o contrato a qualquer momento e iniciar as obras até março. A área de proteção do Pitimbu é de 100 metros para cada margem, contados a partir do eixo central, ou seja, do meio do rio. A demarcação não vai impedir o acesso, pois não será instalada uma cerca, mas o objetivo é que sirva para identificar melhor e combater de forma mais eficaz as agressões ao Pitimbu. “As que mais nos preocupam são o processo de erosão e a poluição doméstica, industrial e agrícola”, enumera.
O Plano de Gestão Integrada da Bacia, elaborado há pouco mais de um ano, identificou 41 pontos de degradação, sendo seis em Macaíba, oito em Natal e 27 em Parnamirim, incluindo desmatamentos, ocupação irregular das encostas, aterramento, lançamento de efluentes, entre outras ameaças ao curso d’água. “É um rio muito vulnerável, pois é praticamente todo urbano”, alerta o diretor do Igarn.
Uma das medidas que o órgão espera ver colocada em prática é a transformação em área de proteção ambiental, APA, da região onde nasce o Pitimbu, próximo à comunidade de Lagoa Seca, em Macaíba. Já a demarcação com estacas levará o eixo principal do rio
como ponto de referência porque a localização de suas margens varia bastante conforme o trecho e a época do ano, o que dificultaria usá-las par medir os 100 metros da área de proteção.
“Essa piquetagem vai facilitar o controle e a proteção. Esse rio tem de ser bem cuidado, pois é o grande contribuinte para a lagoa do Jiqui, de onde sai 30% da água que abastece Natal”, lembra. Hoje, porém, ele garante que a qualidade das águas do Pitimbu está dentro das normas estabelecidas para seu tipo de uso. “Fazemos um acompanhamento constante e temos verificado que está compatível com o exigido pelo Ministério da Saúde”, ressalta, lembrando que
são usadas inclusive para reduzir a concentração de nitrato em alguns poços da capital.
Uma nova eleição para a diretoria do comitê deverá ser realizada na próxima quinta-feira. Celso Veiga destaca que fazem parte do órgão representantes dos governos federal, estadual e municipais e ainda diversos integrantes da sociedade civil organizada, dentre os quais os usuários do rio.

Ambientalista defende ação conjunta

O coordenador do Movimento Pró-Pitimbu, Waldemir Santiago, acredita que não será a iniciativa isolada dos ambientalistas, ou mesmo do poder público, que irá garantir a sobrevivência do rio Pitimbu. “A nossa preocupação é para que haja uma ação integrada, incluindo também os proprietários das terras ao longo do rio e a comunidade em geral”, defende. Hoje ele reconhece que as águas ainda são de qualidade, mas lembra que isso não estará garantido se não forem tomadas as medidas necessárias.
“Esse rio tem sofrido várias agressões, mas tem um poder de depuração incrível, principalmente porque é um rio que vem recebendo ao longo de seu leito a contribuição de águas do lençol freático”, explica. No entanto, estudos já feitos dão conta de que a poluição acumulada no fundo do Pitimbu é cumulativa e pode vir a tornar sua água imprestável, se não forem desenvolvidas ações de preservação.
Outro risco é a redução no próprio volume do rio (o que naturalmente já aumentaria a concentração dos contaminantes) devido à impermeabilização dos solos ao longo da bacia hidrográfica. “Futuramente esse rio pode se tornar temporário”, teme Waldemir Santiago. A legislação ambiental, porém, já prevê medidas e cuidados que podem evitar a
concretização desse quadro negativo.
“A hora é de fazer cumprir essa legislação, principalmente através dessas ações conjuntas”, reforça. De acordo com o coordenador, próximo à nascente do rio, em Macaíba, os problemas mais sérios são as barragens, 13 ao todo; a agricultura, com o uso muitas vezes indiscriminado de agrotóxicos; e mesmo a atividade pecuária. Outro temor diz respeito ao Centro Industrial, cujos efluentes são despejados no Jundiaí, mas que em caso de qualquer acidente durante esse processo, podem terminar indo parar no Pitimbu.
O uso de áreas próximas como ponto de recreação, ao longo de seu leito, também é um risco à qualidade das águas, uma vez que geralmente vem associada a desmatamento da mata ciliar e assoreamento das margens. Tanto que o rio que já chegou a ter mais de 3m de profundidade, hoje não passa de algumas dezenas de centímetros em diversos trechos onde ocorre ocupação irregular. “Tudo isso vem contribuindo para o rio ir se degradando ao longo do tempo. É fundamental investir em educação ambiental, para quem mora próximo saber os cuidados que deve ter”, ressalta.
Os empreendimentos imobiliários são outra preocupação do ambientalista, que apo
nta diversos dos recém-erguidos próximos ao Pitimbu como ilegais, do ponto de vista da legislação ambiental. “Em alguns locais se despeja esgoto in natura e na Zona de Proteção Ambiental 03 (em Cidade Satélite) diversos condomínios foram erguidos sem respeitar o límite mínimo dos lotes, que deveria ser de 450 m2.”
Quanto à erosão nas proximidades do condomínio Buena Vista, na marginal da BR-101, a crítica de Waldemir Santiago é ao “jogo de empurra” em que se transformou o problema. “O Idema responsabiliza o Dnit e o Dnit diz que a resposnabilidade é do Exército. Só falta o Exército dizer que a culpa é de São Pedro”, ironiza. Ele também critica o Comitê da Bacia, que apesar de hoje ser o único do Estado, não estaria tomando as atitudes necessárias. “Está inoperante. Precisa haver ação mais efetiva. Pois se hoje o rio pede água, amanhã seremos nós”, adverte.

Leito tem vários pontos onde a erosão é um problema grave

A imensa cratera aberta ao lado da BR-101 e das obras paralisadas do condomínio Buena Vista, na divisa entre Nova Parnamirim e Cidade Satélite, é hoje a imagem mais conhecida da erosão nas margens do Pitimbu, porém não é a única. No conjunto Planalto, próximo ao local onde a linha férrea atravessa o rio, um imenso buraco de mais de 5 m de profundidade e 10m de largura, que se estende por cerca de 100m, também se abriu devido às águas das chuvas, que escorrem das ruas para o leito.
“Já faz muito tempo que está assim, cada dia fica pior e ninguém faz nada”, aponta o agricultor João César Pereira, morador da região. Ao lado do Buena Vista, por sua vez, a cratera ocupa um espaço de milhares de metros quadrados, se estendendo por mais de 100 metros e com uma largura em torno dos 50 m. As paredes da voçoroca chegam a mais de 10 m de profundidade.
Lá embaixo, o retrato das agressões ao Pitimbu é mais claro. Uma cerca que atravessava seu leito tombou e agora serve de mostruário da poluição, “coletando” sacos de lixo e diversos outros materiais que vêm com a correnteza e expondo-os a quem quiser ver. O assoreamento no local tornou possível praticamente andar sobre o rio, que não passa de 40 centímetros de profundidade no ponto mais fundo e que conta até mesmo com pequenas “ilhas” formadas pela areia e pedras que desceram da cratera. No buraco é possível enxergar a “língua negra” de poluentes que desce até o Pitimbu.

Poluição toma conta de área de diversão

Um verdadeiro parque de diversões a céu aberto. Assim podem ser resumidos os diversos pontos nos quais a passagem de estradas, da ferrovia, ou mesmo a retirada da mata ciliar permitem à população chegar ao leito do Pitimbu. No conjunto Planalto, as crianças usam a ferrovia sobre o rio como trampolim. No Satélite, as margens se tornam local de piquenique. Em Nova Parnamirim, o futebol rola solto e, no Jiqui, um bom banho é a pedida de quem passa, ou quem é vizinho do Pitimbu.
“Não tenho medo dessa água não. Sempre tomei banho e nunca tive nenhum problema por isso, só não dá para beber. Agora, ruim mesmo é quando lavam os cavalos aqui dentro”, afirma o estudante Davi César Ribeiro, de 11 anos. Ele diariamente vai com os colegas tomar banho sob os trilhos do trem, que ligam Natal a Parnamirim, no Planalto. Os garotos fazem da ferrovia o trampolim para mergulhos e acrobacias, enquanto outros moradores usam as águas para lavar roupa e se divertir.
O trecho também serve de local de passagem para o treinamento do maratonista José Pereira da Silva, o “P. Silva”. Para o atleta, que corre quase diariamente ao lado do rio, é preciso atenção dos órgãos públicos para com a preservação do Pitimbu. “É muito bonito e precisa ser preservado”, defende. Porém, o que se vê em outro trecho, acessível através do conjunto Cidade Satélite, é que o uso feito pela população não é dos mais conscientes do ponto de vista ambiental.
Na área aberta em meio à vegetação podem ser encontrados restos de fogueira, ossos de galinha, diversos cocos abertos, sacos plásticos, latas de cerveja, embalagens de comida e isopores. A própria trilha que leva ao local é marcada pelo despejo de lixo, por parte de quem frequenta a área, bastante movimentada sobretudo nos finais de semana, quando grupos se juntam para se divertir na margem do Pitimbu.
Um pouco mais abaixo no rio, ao lado da antiga “cratera do Mahatma Gandhi”, em Nova Parnamirim, os jovens se banham nas águas do Pitimbu e fazem de suas margens, onde se forma uma “pequena praia”, campo de futebol para bater bola com os amigos. “Não tenho medo de tomar banho aqui”, afirma o estudante Alan Kelvin dos Santos, de 15 anos. Os banhistas, porém, são obrigados a uma convivência forçada com restos de lixo trazidos pelo rio e a presença de cavalos, sendo lavados no local.
No Jiqui, já próximo à lagoa onde o Pitimbu desagua, uma ponte concentra outros grupos que aproveitam as águas do rio como fonte de lazer. “Se esse rio fosse poluído a gente estava mal, mas não, isso aqui é um paraíso”, garante o garçom Francisco Barbosa, enquanto brinca com o filho dentro d’água. O local é cheio de árvores frutíferas e também reúne uma grande quantidade de pessoas nos fins de semana.

Fonte: Tribuna do Norte - 25/01/2009

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Semurb define destinação para os coqueiros da via costeira

Na manhã desta quarta-feira, 21, o secretário de Meio Ambiente e Urbanismo, Kalazans Bezerra participou de uma audiência na sede do Ministério Público para encontrar uma destinação para os coqueiros a serem retirados da Via Costeira.
Foi definido que serão aproveitados os cem melhores vegetais, e os demais, cerca de 500, foi condicionada a uma compensação ambiental, para aquisição de equipamentos e materiais destinados ao Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte visando estruturá-lo para melhor defesa do ambiente, onde ele está inserido.
Pela proposta os cem coqueiros serão replantados numa área pública a ser definida conjuntamente pela secretaria e a UFRN e os demais serão doados a particulares, que manifestarem interesse em replantarem. A proposta foi defendida pelo secretário e pela Promotora, Rossana Sudário, que consideram o Parque de extrema importância para a cidade, no sentido de preservação e manutenção de uma área de muita fragilidade ambiental.
Segundo o secretário a autorização para retirada dos coqueiros será expedida, assim que for feita esta avaliação pelo professor de ecologia, Aristotelino Botelho, que vai avaliar junto com a SEMURB as condições dos vegetais. Kalazans Bezerra informou ainda, que haverá um projeto de arborização e paisagismo para toda a via.
Fonte: TN Online - 22/01/2009

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Fortes chuvas causam transtornos nas ruas da capital potiguar

Por Marcelo Barroso


As chuvas que vêm ocorrendo sobre o Rio Grande do Norte nas últimas horas devem continuar durante o fim de semana. Pelo menos é essa a previsão da Emparn. A condição de céu variando de parcialmente nublado a nublado com chuvas em todas as regiões do Estado deverão continuar também na próxima semana.
As precipitações são decorrentes da formação de instabilidades de origem oceânicas associadas à circulação ciclônica do vento em altos níveis da atmosfera. A chuva teve início no começo da manhã em Natal e só veio cessar por volta das 9h.
Nos próximos dias 19 e 20, o meteorologista da Emparn, Gilmar Bristot, participará da 3ª Reunião de Análise Climática, que vai ser realizada em Fortaleza/CE. Meteorologistas dos centros de meteorologia da região Nordeste, do CPTEC e DO INPE, estarão reunidos para discutirem as condições meteorológicas para o período chuvoso de 2009 no semi-árido do Nordeste.


Corpo de Bombeiros registra mais de 70 pedidos de socorro


As chuvas que caíram em Natal nas últimas horas em Natal ocasianaram mais de 80 pedidos de socorro ao Corpo de Bombeiros. A maioria, para atender casos de inundações, veículos submersos e resgate a pessoas.

O coordenador do Centro de Gerenciamento da Defesa Civil do CB, tenente-coronel Paulo Rogério de Andrade, explicou que o volume de pedidos de S.O.S. foi maior entre 16 horas e 17h30, mas no começo da noite abrandou um pouco.

Por essa razão, o Corpo de Bombeiros começou a fazer uma triagem, priorizando mais aqueles casos “de risco iminentes” que envolvessem pessoas e danos ao patrimônio. Ele confirmou que houve uns três desabamentos por causa da forte chuva, mas não houve nenhuma vítima.

Segundo ele, pela manhã o número de pedidos de socorro não foi tão grande, com relação a ocorrência do tipo inundações de ruas e lagoas, desabamentos de casas e muros ou quedas de árvores, por exemplo. No final da noite, o maior número de ocorrências foram registradas no bairro de Capim Macio, Neopoles e Candelária.



Fonte: Tribuna do Norte - 16/01/2009



COMENTÁRIOS GUSTAVO SZILAGYI


Hoje fazem 16 dias oficiais que a nova prefeita de Natal, Micarla de Souza (PV), assumiu o principal cargo do executivo da capital potiguar. Nem bem, esquentou sua cadeira no gabinete do Palácio Felipe Camarão, a "borboleta" já foi presenteada por São Pedro com uma "chuvinha" de mais de 100 mm em apenas 12 horas. Resultado: a capital parou em meio as inúmeras lagoas que se formaram.

Em Nova Descoberta, as ruas da Saudade e a Av. Dijalma Maranhão foram tomadas pelas águas da Lagoa do Preá. Em Potilândia, a lagoa dos correios interditou uma das pistas da Av. Norton Chaves. A lagoa de São Conrado, mais uma vez, interditou a Av. Lima e Silva, em Nossa Senhora do Nazaré. Na Ribeira, não teve conversa fiada: foi água para todos os lagos, quer dizer, lados. Chegar na Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo - SEMURB, só de canoa.

Pois é prefeita. Isso é só o começo. Foram só 12 horinhas e apenas 100mm. Muita água ainda vai rolar, pelas ladeiras da Ribeira e cidade Alta, e esperamos e acreditamos que a borboleta vá realmente fazer a cidade voar, ao invés de fazê-la afundar, como querem e desejam os críticos, sobretudo aqueles que estiveram a frente da máquina nos últimos 06 anos.


Começaram as chuvas: e os problemas também!

Esta sexta-feira, 16 de janeiro de 2009, amanheceu chovendo forte na capital potiguar e ao longo de todo litoral leste do RN. Até as 16h desta sexta, os pluviometros da Estação Climatológica da UFRN e da estação automática do Parque da Cidade Don Nivaldo Monte já acumulavam mais de 100 mm de chuvas. Resultado de tanta água em tão pouco tempo: alagamentos em toda a cidade!
Para não ser diferente, a voçoroca do Buenas Vistas, condomínio licenciado pelo IDEMA em área de DUNAS as margens do principal manancial hídrico superficial da grande Natal, o rio Pitimbu, aumentou seu tamanho e despejou mais algumas toneladas de material arenoso no leito deste rio, favorecendo ainda mais ao seu assoreamento.
Na foto que ilustra este comentário, tirada pelo fotojornalista Canindé Soares, dá para se ver o tamanho do estrago causado pelas 12 primeiras horas de chuvas caídas na capital do Rio Grande do Norte. É uma foto que retrata o tamanho do descaso do órgão ambiental do estado, o IDEMA, e de seu diretor geral, o Sr. Eugênio Soáres Cunha, que tem dado o sangue pela defesa do empreendimento aqui citado, em detrimento da qualidade ambiental do rio Pitimbu e de todo seu ecossistema associado.
Tenho fé que o Ministério Público do RN ainda fará justiça, e pessoas como este cidadão vão pagar o preço pelo seu desrespeito para com o Meio Ambiente do povo deste estado.

Fonte da foto: http://canindesoares.blog.digi.com.br/blog/

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

DER espera prefeitura para iniciar o desvio

O Departamento de Estradas e Rodagem do RN (DER) espera apenas a liberação da prefeitura de Parnamirim para começar as obras que devem minimizar o congestionamento ocasinado pelo crescimento do maior cajueiro do mundo, que ocupa uma, das duas faixas de rodagem, em cada mão, da pista da Rota do Sol, em Parnamirim, na praia de Pirangi. A obra é uma pista alternativa para acesso dos veículos com destino as praias do litoral sul.
Segundo o assessor de Turismo da secretaria municipal de Parnamirim, Rogério Santiago, é necessário tomar alguma providência antes mesmo do próximo final de semana, já que esse problema tem se agravado.
Rogerio Santiago, disse ainda que em reunião com o secretariado passado e com o Departamento de Estradas e Rodagens (DER), ficou definido que seria construída uma pista alternativa para acesso dos veículos.
O únicio impasse para a construção seria a derrubada de um muro, existente duas ruas antes do cajueiro. Para isso, foi aberto um processo na secretaria de meio ambiente de Parnamirim. A secretária de meio ambiente, Ana Michele afirmou não ter conhecimento do processo, já que assumiu o cargo recentemente.
Já o diretor geral do Depatamento de Estradas e Rodagem do RN (DER), Jader Torres confirmou que existe um projeto para fazer um desvio na pista de forma a desafogar o trânsito naquele local, e que o DER não começou as obras ainda porque está esperando a prefeitura do município liberar a área.
Rogerio Santiago garantiu ainda que, hoje se reunirá com o secretário de transporte para discutir a derrubada deste muro, considerada por ele uma medida provisória e emergencial, para solucionar o problema no trânsito ainda esta semana.
A promotoria de Meio Ambiente do município de Parnamirim , representada por Luciana Maciel, afirmou ter se comprometido com o secretário de transporte Antonio Batista Barros, a analisar até o final desta semana o inquérito civil datado em 23 dejaneiro de 2007,que apura a omissão do poder executivo, municipal e estadual, no quis respeito a falta de solução adequada para o crescimento do cajueiroo.
Ela afirmou que apenas após essa análise será possível sugerir soluções paleativas que venham a beneficiar a coletividade, o patrimonio ambiental, apisagístico, turístico, evitando a ocorrência de consgestionamento do trânsito local.
’’Para este veraneio as medidas serão apenas paleativas, as soluções serão discutidas após a análise do inquérito civil’’, explicou. Enquato isso, os turistas e moradores de Parnamirim e praias próximas passam mais um veraneio tendo que aguentar os transtornos causados pelo crescimento do maior cajueiro do mundo, devido a falta de resolutibilidade por parte do poder público.

Fonte: DN On Line, 15/01/2009

domingo, 11 de janeiro de 2009

STTU recebe 20 denúncias diárias de poluição sonora

Às onze horas de ontem, um “paredão” de som veicular animava uma das barracas no calçadão da Praia do Meio. A música podia ser ouvida a vários metros de distância do local. A cena é frequente o ano inteiro e torna-se mais comum no verão. Incomodados, e quando uma boa conversa não resolve, os vizinhos buscam auxílio das autoridades. O que muita gente não sabe é a qual órgão recorrer.
Se a poluição sonora ocorrer em veículos na via pública de Natal, é de competência da Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito Urbano (STTU), fiscalizar e, se necessário, notificar os transgressores. Mas se o problema ocorrer no interior de residências e estabelecimentos, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semsur) deve ser acionada.
Para se ter uma idéia, a STTU registra diariamente uma média de 10 ocorrências durante a semana. A partir da quarta-feira até o domingo, o número de reclamações aumenta, chegando a até 20 por dia, principalmente depois das duas horas da tarde do sábado. “A praia da Redinha é onde há mais reclamações, principalmente à noite”, diz o chefe do departamento de Fiscalização de Trânsito da STTU, Carlos Eugênio Oliveira.
Quando acionados pelo disque-denúncia gratuito (156), os agentes de trânsito visitam o local, o que não significa que o proprietário do veículo será penalizado. “Na primeira vez, apenas solicitamos que o usuário baixe o volume. Os casos reincidentes são notificados e encaminhados à Delegacia de Turismo e Meio Ambiente, para que sejam tomadas as medidas cabíveis”.
Antes disso, porém, o decibelímetro, aparelho que mede o nível de decibéis (medida do som) na área adjacente à origem do som, precisa comprovar que o mesmo está acima do estabelecido pelo Código Brasileiro de Trânsito (Contran). “A dois metros de distância, o valor não deve passar de 98 decibéis, e a 14 metros, não mais de 74”, explica Carlos Eugênio. Ele lembra que em 2008 a resolução 204/2006 do Contran foi alterada, intensificando o nível de decibéis permitido.
Porém, ele lembra que o aparelho é bastante sensível a qualquer ruído existente no ambiente, e por isso além dos números, os agentes devem ter bom senso. “Até o barulho do vento interfere na medição, então quando não autuamos as pessoas dizem que somos omissos, o que não é verdade”.
Ele acrescenta que nos últimos anos a população está mais consciente sobre a lei, e as reclamações são resolvidas apenas com uma abordagem dos agentes. “Temos pessoal, equipamentos (oito decibelímetros) e viaturas suficientes para a demanda. Mas a prevenção é importante e vale lembrar que a lei é válida para qualquer horário, bem como a tabela de decibéis estabelecidos”, complementa. A reportagem não obteve retorno da Semurb sobre as informações que cabem à secretaria.

Fonte: Tribuna do Norte - 11/01/2009

Dnocs quer gastar R$ 1 milhão no Gargalheiras

O açude Gargalheiras deve receber alguns investimentos já no primeiro semestre deste ano. O Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (Dnocs) anunciou o orçamento de aproximadamente R$ 1 milhão para obras de manutenção, recuperação e urbanismo da barragem.

De acordo com a assessoria do Departamento, a verba será destinada à recuperação das comportas, recuperação do sistema de tomada de água, do maciço de concreto e urbanismo do entorno do açude, assim como também a iluminação no local. A licitação para a elaboração do projeto básico da recuperação do maciço já foi realizada. A empresa vencedora foi a Engenheiros Consultores S. C. Ltda, com o valor de R$100.186,112. O processo está em formalização de contrato. A recuperação, propriamente dita, terá licitação lançada logo após o término da elaboração do proejto inicial.

Já para a recuperação do sistema de tomada de água, os serviços já começaram. A responsável pelos trabalhos é a empresa Coemex – Obras e Serviços Subaquáticos Ltda. O valor total da obra é de R$ 344.234,43. De acordo com a assessoria, a previsão para o fim dos trabalhos é de 90 dias.
O Gargalheiras faz parte de uma série de projetos anunciados para terem investimentos pelos Dnocs este ano, conforme anunciado na semana passada. Serão beneficiadas também as áreas de Assú, Jucurutu, Portalegre e Nova Cruz, somando investimentos de mais de R$ 3 milhões até o final do ano.

DNOCS

No final de 2008, o Departamento fez um balanço da gestão anual com apresentação das obras hídricas em todo o Rio Grande do Norte. Foram investidos mais de R$ 19 milhões na construção de poços tubulares e recuperação de estruturas hídricas.

Além da criação de novas obras, a manutenção e a ampliação de barragens, açudes e perímetros irrigados marcou o ano. Para o diretor-geral do Dnocs, Elias Fernandes, a participação do Departamento proporcionou uma maior fixação do homem no campo. “Fomos responsáveis pelo aumento da fixação do homem no Nordeste pela melhoria nas condições de vida e de trabalho, mesmo no período das secas”, diz.

A instituição centenária faz aniversário no dia 21 de outubro de 2009 e já programa a comemoração com publicação de livros, programa semanal, diversos eventos e a festa final, com presença do presidente da República.

Fonte: Diário de Natal, 11/01/2009